Split

08.10.09

Se você é programador e sabe fazer um “Hello World” em mais de duas linguagens, colabora ou já colaborou com algum projeto de software livre, nem que fosse apresentando uma palestra sobre o dito cujo ou traduzindo sua interface, deve concordar veementemente que as instituições de ensino deveriam promover o seu uso e incentivar os alunos a participarem de projetos de software livre.

Ora, se as instituições incentivam seus alunos a participar de projetos sociais como grupos de teatro e musicais, plantio de mudas, prática de esportes, entre outros, por que não incentivar também a participação em projetos de software livre? Estes são produto da sociedade para a sociedade, e seu desenvolvimento favorece a todos. Creio que isso esteja mais que claro.

Mind trick. Aprenda, pode ser útil algum dia.

É muito fácil imaginar alunos da turma de inglês sendo convidados para praticar suas habilidades traduzindo um software, ou alunos de design sugerindo mudanças na interface de um software. E ainda mais fácil de imaginar é um laboratório dedicado apenas a isso. Não imagine um laboratório com computadores de quinta categoria que servem para alunos perderem tempo vendo scraps e fazendo cócegas nos amigos pelo BuddyPoke no Orkut. É de algo realmente instigante que estou falando, com professores atualizados orientando os alunos, biblioteca especializada e whisk and bowl. Creio que já existam implementações dessa ideia em alguma universidade por aí.

Uma coisa que me chateia é que nunca tive uma oportunidade como essa. Por mais que eu já tenha mergulhado nesse mundo, programação não é o meu forte, mas sempre que posso, encontro um tempinho pra criar algum código e soltá-lo para crescer, reproduzir-se e morrer livremente nos vastos campos da Internerds.

Um desses projetinhos é uma pequena extensão para o Inkscape que fiz a pedido do Valéssio Brito e usei recentemente em algo que vocês já viram. Começa aqui mais um tutorial: Como quebrar textos no Inkscape.

Basicamente, a extensão quebra um elemento de texto em vários menores. É mais rápido e eficiente do que digitar letra por letra, palavra por palavra. Você só precisa digitar o texto inteiro de uma vez e logo após mandar quebrá-lo. Ela pode quebrar em linhas, palavras ou letras. Este é um recurso que não existe no Ink, e creio que será implementado em breve, mas por enquanto a extensão resolve o problema.

No início havia o caos…
E continuará havendo se você não instalar o Python em sua máquina. Se você usa Ubuntu (ou alguma distro que já venha com Python), que bom, não se preocupe. Mas ainda assim, certifique-se que o pacote “python-lxml” está instalado. É a biblioteca que o Inkscape utiliza na maioria das extensões. Caso contrário, já sabe:

$ sudo apt-get install python-lxml

Não sei qual é o procedimento para Windows/Mac. Vou esperar que alguém responda isso nos comentários. Ou então, ask Amigoogle.

Sujando as mãos de graxa
Para instalar a nova engrenagem, basta copiar os dois arquivos que estão na página do projeto para o diretório “extensions” nos arquivos do Inkscape.

  • O arquivo INX contém as informações necessárias para o Inkscape criar a janelinha da extensão e saber em que menu do programa colocá-la.
  • O arquivo PY contém a lógica que faz a extensão funcionar.

Execute os comandos:

$ wget  http://nerdson.com/bin/split/split.py
$ wget  http://nerdson.com/bin/split/split.inx
$ mv  split.*  /home/usuario/.inkscape/extensions

Onde “usuario” é o seu login na máquina.

Será necessário também o arquivo inkex.py (a extensão depende dele para sobreviver) que habita o diretório /usr/share/inkscape/extensions, então

$ cp  /usr/share/inkscape/extensions/inkex.py  /home/usuario/.inkscape/extensions

OU

Copie os dois arquivos da extensão para o diretório /usr/share/inkscape/extensions/. Dá no mesmo, mas dessa forma a extensão ficará visível para todos os usuários da máquina.

Usuários de Windows: eu acho que essa pasta fica em C:\Arquivos de Programas\Inkscape.

Feito o processo acima, basta reiniciar o Inkscape para que a extensão apareça no menu de extensões.

Testando, som…alô som…
Se tudo deu certo, você deve ver a extensão no menu, como na imagem abaixo:

E tudo que você precisa fazer agora é digitar um texto qualquer, selecioná-lo, escolher as opções (quebrar em linhas, palavras ou letras e manter ou não uma cópia do elemento original) e clicar em Apply.

Agora as letras estão todas separadas, independentes, não moram mais com os pais e respondem pelos seus próprios atos:

Mas o que houve com as letras? Ficaram todas coladas!
Ehehe, é um pequeno bug “non-blocker”, detalhe técnico de implementação, mas vamos fingir que é uma feature até eu (ou alguém) corrigir, ok?

Depois que cada letra se torna um novo elemento de texto, basta escolher uma fonte diferente para cada uma e posicioná-las livremente.

E temos o título do Geekman, ainda sem as decorações.

Como dito antes, fiz a extensão no meu tempo livre, mas gostaria muito que esse, além de vários outros pequenos projetos, fossem trabalhos de faculdade. Que o tempo dedicado à faculdade fosse simultaneamente dedicado a projetos livres, e aquele tempinho livre, bem, fosse apenas um tempinho livre mesmo.

Até o próximo tutorial, e se tiverem dúvidas, entrem na lista de discussão do InkscapeBrasil!

46 alunos não foram à escola.

  1. PEdroArthur_JEdi

    Nesse post, o Jedi tem que ser o primeiro a comentar… huahuahua
    O comentário sério vem depois…

    Mas tirinha tá show de bola! Me matando de rir!

    Esse omi tá numa maré de inspiração fuderosa!

  2. Gustavo Ribeiro

    First…..brincadeeeeira.

    Parabéns Karlisson…seria bom também os professorss não forçarem você a aprender coisa defasadas justificando que é para entender as novas tecnologias….é como se para poder uma mãe ensinar seu filho a fazer compras no supermercado, antes ter que ensinar ele a caçar com lanças cuja a ponteira é feita com pedra lascada.

  3. PEdroArthur_JEdi

    Esse foi um dos motes de uma rolé de busão, não foi?

    Rapaz, e eu só tinha pensado no uso de Software Livre na parte de programação.Esse argumento, sobre tradução de documentação, redesing de interfaces, achei genial.

    Uma grande parcela dos cursos de computação possuem disciplinas de “Inglês Técnico”, onde o sujeito vai, assiste as aulas, traduz uma meia dúzia de textos nada técnicos (no contexto da computação) e… passa: “Adeus inglês técnico, já tem uma “A”zinho no meu currículo, nunca mais quero te ver!” Eu nunca havia feito a parte de tradução em nenhum projeto, mas agora que estou trabalhando no OWASP Testing Guide, posso ver como é um trabalho recompensante: além de estar ajudando os menos providos de proficiência na língua de origem do guia, tenho aprendido muito sobre testes de aplicações Web. E com certeza uma grande parcela de documentações de software (não documentações como na Eng. de Software ¬¬) tem muito a ensinar. Alguém já leu a documentação do NMap? Putz, é uma aula completa dos protocolos IP/TCP. Recomendo a leitura a todos. Seria um grande reciclagem dessas disciplinas semi-mortas (fora do contexto).

    E ainda nas disciplinas no tema do curso. Estrutura de Dados, por exemplo. Do que adianta conhecer os conceitos e as funções/métodos das filas, pilhas, listas e o whisk and bowl se, mais uma vez, vai apenas se tornar um “A” num histórico escolar? Eu nem imagino a quantidade de projetos de software que estão necessitando de uma implementação de um hashmap mas que não pode ser feita no momento pois os desenvolvedores estão preocupados com outros problemas e a melhora na performance pode ser postergada. Por que não juntar uma meia dúzia de alunos e guiá-los em algo prático e proveitoso? Nas disciplinas “Interação humano-computador”-like: “blá blá blá, usuário gosta disso, blá blá blá, usuário gosta daquilo. Interface do programa proprietário X não é boa pelo motivo a, b, c”. E como você falou, por que não vão discutir a interface de um projeto livre, que poderá depois ser transformado numa contribuição real?

    Na UERN, Prof. Sebastião e Prof. Alysson aceitam contribuições em projetos de Software Livre no lugar de avaliações. Em sistemas distribuídos, por exemplo, minha nota foi o desenvolvimento de um sub-projeto do HLBR. Mas nem tudo são flores aqui na UERN, a grande maioria quer mesmo é papel…

    Mais uma vez, parabéns… Pelo post e pela extensão do Inkscape…

  4. Nelson A. de Oliveira

    Dá-lhe Debian!
    :-)

  5. ThEm.

    Esse professor parece um padre daqueles beeem antigos…

  6. Razgriz

    Fala Karlisson beleza?

    Eu concordo em partes com você, sim de fato as instituições e seus tutores prepostos vivem na década da “geração coca-cola”*(legião urbana disco 1) e a inutilidade dos trabalhos em classe da maioria das cadeiras é INÚTIL. Porém, não acho que “obrigar” o aluno a contribuir com algo seja o melhor dos caminhos podendo até atrapalhar o projeto ao invés de ajudar pois nem sempre o aluno acaba convencido pelo professor de que vale mesmo a pena ajudar o projeto e acaba encarando apenas como um “problema” que ele precisa resolver sem querer dedicar uma fração do seu tempo a isso. Mas é apenas minha opinião =], no mais adorei a tirinha e veja se vem ao RJ um dia desses pra nos visitar! Abração!

    Razgriz.

  7. Avatar Karlisson Bezerra

    @Razgriz A “obrigação” não é exatamente enviar um patch pro Linux e ser aceito pelo Linus Torvalds :P . Tudo a seu nível, questão de aprendizado. Poderia até ser um projeto iniciado pelo próprio professor. O que é inadmissível é um projeto nascer e morrer dentro de uma sala de aula e todo o esforço ter sido feito apenas pra “ganhar nota”.

  8. PEdroArthur_JEdi

    Rapaz, a contribuição se tornar um “obrigação” também pode levar ao declínio. Mas cabe (caberia, no nosso cenário hipotético) ao professor mostrar ao aluno a porta: “Existem os projetos X, Y, Z, que requerem conhecimento em I, J, K. Os trabalhos desenvolvidos poderão ser usados como avaliação…”. E por aí vai. Não precisa empurrá-lo.

    Caso o mediocre deseje, ele pode continuar fazendo a baboseira da prova e não tirar nada de espetacular da disciplina, só o basicão. Ai vai ficar que nem uma grande maioria que acha que sabe fazer software porque aprendeu 14 diagramas UML e sabe de cabo a rabo o RUP.

    E para os que estão querendo apenas o diploma para ganhar dinheiro, participar de um projeto de Software Livre já um diferencial a mais. Enquanto os concorrentes estarão pleiteando aquela vaga na Delphi-house mais cool da cidade com a cara e a coragem, você terá commits em um servidor CVS|SVN|GIT mostrando que você não apenas pagou a trilogia da programação, mas tem pleno conhecimento da área.

    Por fim, vai da consciência do sujeito: quer aprender de verdade e por os conhecimentos em prática e ainda ganhar um diferencial? Se engaja num projeto de software livre, trabalhe junto com o professor e siga sempre em frente… Quer ser mais um diplomado? while (!Diploma) Fazer_Prova();

  9. Razgriz

    @ Karlisson pois é, nesse ponto eu concordo -=], só acho que o ideal seria deixar o aluno decidir oque ele vai fazer da vida dele dentro da cadeira, desde que ele desenvolva algo que seja realmente viável pós classe =]

  10. Guilherme Jedi

    Muito bom! Uma coisa dessa faz muita falta mesmo.

    Uma atitude dessas, de certa forma, também incentivaria (quase obrigando) o uso de OSs abertos, fazendo com que os alunos pelo menos aprendessem o básico de qualquer coisa diferente de Windows o que seria muito bom para o amadurecimento desses alunos que não vivem nem se mudar um botão de lugar, imagine sem uma interface gráfica…

    Os trabalhos poderiam ser pequenas competições, onde a melhor solução (se sair uma apresentável) seria submetida ao projeto, assim até os que não estão nem aí para a comunidade livre poderiam fazer aquele típico trabalho meia-boca e receber sua notinha sem atrapalhar o projeto de nenhuma forma… hehe

    Só que esse meu exemplo tem um problema que acabo de lembrar: eu tenho uns dois professores que dão nota pra trabalhos sem nem abrir o código, baseando-se apenas numa apresentação feita em uns 2 minutos… Então nesse caso o desinteresse não é nem dos estudantes, afetando inclusive os professores.

    Na minha faculdade tinha, não sei se ainda tem, um tal “Laboratório de Software Livre” ou coisa que o valha… Na época não me pareceu algo muito atrativo, não sei bem o que eles fazem por lá. Mas acho esse ideia do Karlisson muito mais proveitosa! :)

  11. samuel_cazelli

    Algo que eu percebo na minha faculdade(Fatec – AM) é que os professores não são apaixonados pela área como nós geeks. Ele estão dando aula apenas pelo dinheiro e talz. Ontem mesmo eu baixei uma apostila do site do professor (um dos poucos que tem site) datada de 1999, ou seja, ele está dando a mesma aula ultrapassada há 10 anos e não vai parar até a aposentadoria! Já outro professor disse há alguns dias que sites famosos como terra e submarino estruturavam seu conteúdo com tabelas, vou repetir COM TABELAS!!!

    Não dá para esperar que esse tipo saiba sequer o que é GNU.

  12. Professor, contribua com o software livre! | 2.0

    [...] Nerdson jogou essa idéia e eu achei muito [...]

  13. Sérgio

    É Karlisson, o governo tem o projeto da inclusão digital, mas não tem o projeto da disciplina digital =/

  14. Sávio Lima Lopes

    Aproveitando tema de software livre, concordo que nem só de códigos viverá o software livre. Existem contribuições como traduções design de interfaces, e estudos científicos. No campo de estudos científicos, eu como estudante de administração estou desenvolvendo dois artigos: “O software livre não comercial como instrumento de gestão da informação para a redução de custos nas microempresas” e “O modelo de desenvolvimento de software livre como paradigma de colaboração nas organizações”. Inclusive que puder ajudar contribuindo com sugestões bibliográficas, agradeço. E no mais, VIVA O DEBIAN! LOL

  15. Isis

    “se as instituições incentivam seus alunos a participar de projetos sociais como grupos de teatro e musicais, plantio de mudas, prática de esportes, entre outros, por que não incentivar também a participação em projetos de software livre?”

    Eu acho isso engraçado, na verdade. Porque quando surge a pergunta “vc participa de algum projeto social/voluntariado?” em entrevista de emprego, eu tenho duas opções:
    1- Citar que eu traduzo e às vezes reporto bugs no OpenSuse (mesmo que teste seja minha atividade secundária, pq é apenas como usuário final)
    2- Ficar quieta

    Normalmente eu fico quieta, porque ninguém está ligando muito p/ esse tipo de voluntariado. E está lá no meu CV: “Participação em projetos opensource – Tradução OpenSuse”.E em nenhuma entrevista comentam isso.

    “alunos de design sugerindo mudanças na interface de um software.”

    E, por favor, como a gente precisa disso… Existem interfaces horrendas. Não sei se vão mudar radicalmente ou se vai ser exatamente o que o screenshot mostra,mas a talvez futura interface do GNOME 3.0 é um exemplo.

    “com professores atualizados orientando os alunos, biblioteca especializada”

    Sonho meu, sonho meu…
    Fato: C é foda.
    Fato: C não paga as contas porque a maioria das vagas pede Java ou tecnologias MS, a mesma que é alvo de ataque por parte de alguns xiitas que “controlam” as linhas de software em certas universidades. Como consequência, alguns alunos caem nessa e ficam repetindo as baboseiras que o Stallman diz. Se vc é programador não pode colocar ideologia acima da sobrevivência e fazer cu doce porque seu emprego usa ASP.NET, C# (até mesmo Mono) ou VB.
    Fato: atualização demanda grana e tempo. E creio que ninguém que eu conheço está se importando muito com grana. Só não querem alocar uma parte do tempo porque “tecnologias antigas são boas p/ entender as novas” (como apontou o Gustavo Ribeiro). Na minha terra isso se chama “preguiça” ou “comodismo”. Até hoje não sei qual o nome disso dentro da universidade. #prontofalei

    Mas o que dá p/ esperar se, normalmente, nem dentro do curso as matérias se tocam? Por exemplo, partes de engenharia de software, incluindo UML (já que enchem tanto o saco por causa disso), poderiam ser ensinadas gradativamente desde o primeiro período. Não conheço ninguém que tenha passado por esse tipo de ensino.

    Que venham as pedras.Enquanto isso vou esperar a boa-vontade de funcionário público em desbloquear meu login ou whatever p/ que eu possa fazer o recadastramento pq o MEC não sabe quantos estudantes de ensino superior existem.

  16. Taverneiro

    Tive apenas um professor, de paradigmas de programação, que fez algo parecido, fazendo os alunos contribuirem para algum artigo de alguma linguagem na wikipedia valendo nota. Esse professor foi o melhor que tive! Ismar Frango o nome dele, muito bom o cara!

  17. Dimitri Lameri

    Estudo na UFF e não consigo imaginar um professor meu aplicando isso em nenhuma matéria =/

  18. Lucas Polo

    Na minha faculdade até que há alguns projetos, eles tem a própria distro (certo que hoje em dia isso não é vantagem), porém ela não tem suporte nem a pendrive direito, com isso o pessoal que não é de informática fica perdidinho… kkkk

  19. Helton

    Pois é, a respeito da universidade pública “fechar os olhos” para o software livre, não posso deixar de lembrar que eles torcem – e muito! – o nariz para a democratização do conhecimento.

    Recentemente defendi minha dissertação (em design), e a banca me avacalhou só porque eu tinha colocado referências à Wikipedia! E nem eram coisas fundamentais, era na parte de contextualização, informações já bem estabelecidas, o único é que eu tinha pego a fonte da Wikipedia, oras, então nada mais justo do que referenciar!

    Mas não, o argumento era de que “era anti-científico”, “pega mal” e “compromete a credibilidade” do texto… Ah, VSF!!!

    O fato é que, durante os estudos (do mestrado e da vida em geral), minha vida de nerd/cdf se divide em Antes e Depois da disseminação da Wikipedia (en, não pt), e meu sonho é colaborar com ela um dia. De preferência quando eu tiver conhecimento suficiente para compartilhar com decência.

    Parabéns pelo blog e pelos desenhos, e viva o Inkscape!!

  20. André Gondim

    Boa dica, já pensou várias colaborações com patchs, isso ser show de bola, e para tradução são sempre bem-vindos hehe

    Abração! ;)

  21. Isis

    @Helton

    Pois é…Falando em democratização do conhecimento, vc já pegou algum artigo científico de exatas p/ estudar? O que eu peguei p/ o meu tcc era uma sopa de letrinhas com constantes mágicas e sem demonstração de todas as partes do trabalho. Detalhe: era uma versão do trabalho original, feita pelos próprios autores. Outro detalhe: os conceitos eram, praticamente, totalmente diferentes dos conceitos usados no artigo original. Tirei 8 não sei como. Fica difícil democratizar alguma coisa com o público em geral se nem dentro do meio acadêmico as pessoas prestam atenção nisso.

    Lembro que eu tinha uma conta na wikipedia, mas a versão em português dá nojo de editar.

  22. gome

    nice and sweet *-*

    gostei da extenção do inkscape, muito legal e pratico!

    o lance do uso de softwares livres em instituições de ensino é complicado, pelo menos pra mim que estudei em uma faculdade particular e hoje estou em uma publica, os pontos de vista são diferentes, na particular usávamos windows para tudo, mesmo por que a instituição é parceira da microsoft e bla bla bla…
    agora, numa faculdade publica, nós usamos com mais frequencia softwares livres, mas ainda não consiguimos nos livrar do windows…

    acho muito bom usarmos softwares livres para estudar, a idéia é desenvolvida em cada pessoa que passa por aqui, e pelo menos eu, tento levar pra outros lugares as idéias.

  23. Riosney S.

    Isso me faz lembrar a 1ª aula de informática no colégio, na verdade as primeiras aulas foram, Professor – Eu me orgulho muito, vendia picolé na praia e hoje estou aqui, professor de informática! 2ª aula Professor – Eu me orgulho muito, vendia picolé na praia e hoje estou aqui, professor de informática! bla, bla bla… E depois de várias aulas teóricas, porque se mexer no computador podia quebrar, passou uma redação do filme “Hacker – Piratas do Computador”. O que eu to fazendo aqui mesmo?!

  24. Rodrigo Robles

    Isto já está acontecendo sim :) Há cerca de duas semanas recebemos em nosso projeto (http://sourceforge.net/projects/gamemundo/) oferta de ajuda de 2 holandeses que receberam orientação de um de seus professores para trabalhar 55 horas para algum projeto de software livre.
    Esta idéia vai pegar.

  25. silvio feitosa

    Hahahaha, ate´ o Debian vc citou, que legal XD

  26. Lucas Nery

    Eu concordo com seu ponto de vista. Acho que os professores na faculdade deveriam estimular mais a prática voltada para o mundo real, e que o resultado dessa prática gerasse algo que pudesse ser levado para fora da faculdade. Afinal, faculdade é (ou deveria ser) ensino, pesquisa e “extensão”.

    Hoje mesmo fiz uma prova de estrutura de dados frustante. Eu acharia muito mais interessante se pudesse aplicar em algum projeto todos os conceitos que aprendi, percebendo de fato como cada estrutura pode ser usada em problemas reais, aprendendo a escolher a mais viável para cada caso. Até vai rolar um projeto pra compor a nota final, mas não é lá grande coisa.

    Como acho improvável meu professor mudar sua metodologia agora, a saída que nos resta – ao menos para a pessoal da minha faculdade – é aplicar a nossa idelogia por conta própria, através de um grupo de estudo. Montamos um grupo (por exemplo, de Python), estudamos e depois elaboramos um projeto. Nem precisa ser algo grandioso, mas suficiente para aplicar a linguagem em um problema de verdade, o que nos daria experiência de como as coisas são feitas no dia a dia das empresas. O maior problema disso tudo seria todos os membros do grupo terem disciplina suficiente pra não levar um ano na implementação de um projeto simples.

    Sou teu fã, Karlisson. :D

  27. Leandro

    Caraca Lucas Nery, eu fiz uma coisa parecida com o que vc disse pra poder realmente absorver os conceitos em Estrutura de Dados no 2º período. Desenvolvi pequenas aplicações com base na minha experiência de trabalho. Eu ao menos tenho essa experiência, e os colegas que não tem? O mais triste foi ensinarem listas encadeadas sem ao menos o assunto ‘ponteiros’ ter sido abordado em Fundamentos de programação (os cronogramas não são paralelos com relação aos assuntos). Os colegas tavam boiando feio!

    Se os professores não estão nem se esforçando em conjunto pra conduzir ao entendimento com base em assuntos que se relacionam, quanto mais o que foi abordado no post do Karlisson. :(

    * Isis, gostei do seu comentário! Muito bom!

    * Riosney, o seu foi muito hilário!! kkkkkkkkkkkk :D

  28. PotHix

    Æ!!

    Seria tão bom se as universidades se preocupassem mais com isso…E o melhor…Se os alunos se preocupassem para cobrar tambem…O que infelizmente, pelo que tenho visto, não acontece, :(

    Há braços

  29. Jonatas Oliveira

    O luke é o amigoogle disfarçado.

  30. Matheus

    Estudo na UERJ, a universidade estadual daqui do RJ e, o professor que dá a matéria que é relativa à algoritmos, até faz algo do tipo, ele montou um laboratório para os alunos que se interessam pelo assunto, discutam, contribuam e desenvolvam softwares livres, tem palestras, grupos de desenvolvimento e etc..

    Só acho que é meio errado divulgar isso numa turma que está aprendendo algoritmo, que ainda ta na base da programação.. Acho que teria mais êxito se tivesse divulgação em uma cadeira mais avançada que trate realmente de programação.

    Independente disso, já é uma iniciativa apoiada por outros professores do curso..

  31. Matheus

    AH! Parabéns pela iniciativa Karlisson ;)

  32. Zhu Sha Zang

    A M$ tem acordos de fornecimento de software em muitas universidades brasileiras.

    Mas em ATENAS, existem alguns professores que incentivam o software livre.

    É cultura do comodismo.

  33. annakamilla

    conheço um belo exemplo da cidade de londrina a tão aclamada voces (sabem muito bem) fazendo acordos com microsoft. infelizmente tenho que prestar vestibular lá, pois não tenho grana.

  34. annakamilla

    ja fiz desenhos no gimp e coloquei no webmynd para colocar no plano de fundo do google.
    vou copiar essa dica e vou ver o que eu faço amanhã.

  35. Yuri

    Me lembro, que houve um evento ano passado no Brasil inteiro, que envolvia o uso de linguagem de programação aberta em escolas públicas. Na minha cidade poucas escolas se envolveram no projeto, e as que entraram não se dedicaram como deviam =/

    Este ano, a OBI ainda está de pé… E continuo sem ter conhecimento de colégios próximos que possuem interesse no projeto.
    http://olimpiada.ic.unicamp.br/

  36. Lucasnar

    Eu ainda estou no primeiro ano do colegial, estudo em um dos (senão o melhor) colégios do estado de São Paulo. E nós, ainda, usamos Windows XP…

    E o pior não é isso, e sim que não é permitida a instalação de qualquer software que não consta no contrato que a impressa que mantém minha escola tem com a Microsoft, ou seja, nós vivemos de Internet Explorer, Microstation, Microsoft Office e etc. Quase todos ainda em uma versão antiga (incluindo o Office(2003))… e o professor de informática fica bem limitado assim, e mesmo apesar de ele ter uma filosofia bem ‘Windows’, tenho certeza de que ele preferiria deixar os alunos escolherem o navegador que quisessem usar, por exemplo .

    Tenho certeza que seria muito vantajosa a adoção de software livre na escola, não só economicamente, mas, acredito, no aprendizado dos alunos também, estamos muito presos a tais coisas…

    Mas fazer o que né? Nesse ponto a escola peca. Vlw pessoal!

  37. Hugo Rosa

    Desculpem-me mas fiquei com preguiça de ler todos os comentários, então espero não ser repetitivo.
    Concordo que deveria haver um maior incentivo ao software livre na aulas. Mesmo que não seja utilizado como nota.
    Mas isso está mudando, ao poucos mais está.
    No IME existe o CCSL, para quem quiser conhecer esse é o site: http://ccsl.ime.usp.br/

  38. annakamilla

    lucasnar o colégio em que me formei, tinha conectiva e windows xp, tambem tinha umas chaves para instalar o vista. mas o meu projeto de tcc foi fazer um programa em php que é uma linguagem de código aberto, que é usada na internet.
    desenvolvi mais aqui em casa que usa linux.
    acabei tirando 95.
    era um projeto de agenda eletrônica com pesquisa de clientes.

  39. fabio sperotto

    Ha muito tempo que venho em seu blog, mas com esse post não me contive em comentar x)

    na minha universidade, eu e o meu colega, eramos pesquisadores do nucleo de software livre, meu colega está desenvolvendo um modelo (tipo scrum e tals) de gerenciamento de projetos colaborativos, engenharia de software aplicado ao software livre….

    E adivinha? adivinha? Existem áreas no modelo que tratam exatamente sobre isso!

    Temos o núcleo, concebido pelos coders, depois temos as áreas as demais áreas que abrangem outros setores, exatamente do mesmo modo, como consultores, designers, publicitários e tradutores!

    Já demos palestras a respeito disso dentro da Universidade e falamos exatamente sobre isso, a necessidade dos professores criarem um grupo de software livre ou então fomentar esse desenvolvimento colaborativo valendo nota nas suas matérias, SERIA GRANDIOSO!!!

    em breve no nosso blog postaremos slides da palestra e tudo o mais
    obrigado Nerdson! Continue com o bom trabalho… e esse post MERECE ser exibido para os professores! SENSACIONAL =D

  40. Lucas Castro

    Gustavo Ribeiro first kkkkkkkkkk me cagando aki de rir hahaha.
    O melhor do post foi “e whisk and bowl” :P P

    Pois bem meu caro, 100% de razão. É inadimissível oque se faz dentro de uma sala de aula simplesmente se perder e servir apenas para tirar nota boa.

  41. Lucas Castro

    Sobre o seu tempo livre, virar apenas um tempo livre, vc sabe que não vai ser só tempo livre :P sempre tem algo nerd pra fazer hehe

  42. William Antônio Siqueira

    Olha, eu uso Windows! Mas acredito em software livre(já fiz alguns projetinhos toscos e algumas contribuições). O problema da Microsoft não é só o SO ruim, é também como ela afoga o mundo livre(recentemente acabou dominando o mercado de NetBooks, que era de SOs baseados em Linux, por exemplo)!

    Na minha faculdade tem os corpos moles que não aceitam nada, e a faculdade não impõe! Horas, faculdade é pública, é mais do que obrigação aderir a softwares livres!

    Muitos projetinhos são feitos em diversas linguagens, esses projetos poderiam ter o código aberto para que todos possam usufruir…

    O ponto mais interessante que você abordou foi a múltipla possibilidade de colaboração. Não é só código, é também tradução, arte gráfica…

    Parabéns pela iniciativa Karlisson.

    []‘s

  43. Lucas Nery

    Aproveitando, queria sugerir que você, Karlisson, fizesse algum tutorial (ou simplesmente um artigo) sobre a biblioteca GTK+ e o Glade.

  44. Camilo Martin

    Nossa, este blog é demais =D

    Mas sabe o que eu acho? Todo o sistema de ensino tá mal pensado. Podería até ficar comentando isso, mas acho que não é novidade =P

    Esperemos o dia que o mundo seja governado pelos nerds… muahuahuahuahua…. xD

  45. annakamilla

    nerdson um exemplo do que eu fiz está aqui.

    coloquei ele no inkscape primeiro executei seu plugin, claro que fiz os procedimentos ai em cima.

    coloquei cada letra de uma cor, salvei em jpg e passei para o gimp, e fiz umas coisinhas extras:

    http://www.webmynd.com/look/designs/by_id/2094

    está aqui o endereço, o plugin é uma maravilha, graças a ele consegui fazer o logo do google.

  46. annakamilla

    qualquer coisa deixe o seu comentário no site.